Do que eu preciso para trabalhar com games? 1.0

Equipamentos de última geração, conhecimento em programação e design… Se você já pesquisou um pouco a respeito do tema, não é difícil pensar que apenas sob essas condições é possível criar um game completo e com excelência técnica. Mas não é bem assim que funciona atualmente.

A indústria dos games alcançou um patamar nunca antes visto no mercado, com faturamento superior à do Cinema, este ramo está vivenciando um momento de grande prosperidade e abertura à quem quiser se aventurar nesse universo. A boa notícia é que você não precisa ser um grande desenvolvedor ou designer pra isso.

Grandes games na última década tiveram o suporte dos mais diversificados tipos de profissionais que o mercado pode oferecer, inclusive alcançando até mesmo áreas bem específicas como escrita, música e pasme: administração e contabilidade. Essa tendência multidisciplinar no mundo do game está se acentuando cada vez mais, e isso é ótimo.

Se você é bom em alguma coisa, use isso a seu favor

Participei recentemente no Global Game Jam – GGJ, e convidei duas pessoas que eu sabia que se interessavam pela área e tinham talento para ela. As duas desculpas foram as mesmas: falta de qualificação técnica, e incapacidade de cooperar com uma equipe de desenvolvedores e designers. Teve uma em especial que me chamou a atenção: “Não sei desenhar, nem programar!”

Regra de ouro: ninguém precisa saber programar dezenas de linhas de código ou desenhar em um computador caríssimo para se dar bem nessa área, prova disso são as aventuras puramente baseadas em texto e desenho como “Lost Pig And Place Under Ground” (2007) do desenvolvido e projetado por Admiral Jota e o clássico “O Hobbit” (1982) desenvolvido na Beam Software, por Philip Mitchell e Veronika Megler para o PC ZX Spectrum.

 

Há uma grande variedade de aplicativos e programas que permitem aos criativos de plantão botarem suas ideias na mesa e contarem exatamente (ou aproximadamente) aquela história sensacional que se tem em mente. Para citar alguns: RPG Maker (para RPGs), TyranoBuilder (para novelas gráficas) e o clássico Twine (para histórias interativas baseadas em texto).

Então se você tem algo que curta fazer, ou que conheça bastante, experimente colocar na ponta do lápis e imaginar (sem limitações) o máximo de relações que essas coisas podem ter com os videogames. Lhe garanto que vai se surpreender com os resultados.

A conexão é fundamental

Se você já jogou um jogo online e não curtiu a sensação de ter que formar grupo com alguém eu te entendo perfeitamente pois também sou um lobo solitário na maior parte dos games que jogo. Mas no mundo real os players precisam de outros players, e na troca de experiências conseguem subir de nível muito mais rápido do que sozinhos (a não ser que você seja um Yang Bing e tenha seu Lost Soul Aside).

Se algum dos meus camaradas tivessem participado daquela GGJ… Tenho certeza de que teriam conhecido pessoas fantásticas e criado seus primeiros games.